Durante doze meses, esta reportagem acompanhou quatro condomínios residenciais da capital que decidiram reorganizar a forma como cuidam do próprio patrimônio. Nenhum deles aumentou a taxa condominial no período. Todos reduziram o gasto com emergências.

O ponto de partida

Os quatro chegaram ao mesmo diagnóstico por caminhos diferentes: fachada com desprendimento, elevador parado por uma semana, infiltração recorrente na garagem e um princípio de incêndio contido pelos próprios moradores.

Descobrimos que gastávamos muito. Só não sabíamos com o quê.
Síndico de um dos condomínios acompanhados

O que mudou na prática

  • Inventário de ativos com idade e histórico de cada sistema
  • Plano anual aprovado em assembleia, com custo estimado por mês
  • Contratos revisados, com relatório assinado a cada visita
  • Indicadores acompanhados pelo conselho em reunião trimestral

A soma das quatro medidas reduziu em 41% o volume de chamados emergenciais no último semestre, na média dos quatro edifícios.

O que ainda resiste

A principal dificuldade relatada não é técnica nem financeira: é de continuidade. Três dos quatro condomínios trocaram de síndico no período, e a manutenção do plano dependeu da existência de um conselho ativo.