A inadimplência condominial recuou para 4,1% em agosto nos edifícios de médio e grande porte da Grande São Paulo, segundo consolidação de dados de administradoras. É o menor patamar desde 2023.
A queda é atribuída menos à melhora da renda e mais a mudanças no processo de cobrança. Condomínios que passaram a contatar o morador já no primeiro mês de atraso recuperaram, em média, 70% dos valores sem recorrer à via judicial.
Acordo antes da ação
A negociação administrativa se consolidou como primeira etapa. Parcelamentos com entrada e prazo curto apresentaram taxa de cumprimento superior a acordos longos, que tendem a ser abandonados após o terceiro mês.
Prevenção é mais eficiente que cobrança. Quem liga no dia 10 recupera; quem espera 90 dias processa.
Especialistas alertam, porém, que a redução do índice não elimina a necessidade de fundo de reserva saudável. Condomínios com caixa apertado continuam vulneráveis a despesas não previstas, mesmo com inadimplência baixa.






